A solidão me abraça, machuca.
Nada de exterior me acontece.
Essa massa fútil inerte em medo.
Pensante inquieta, reflito.
Creio que minha existência vá além da vida.
Mas isso não diminui meu anseio.
Quero fugir! Sumir!
Não sei o que está acontecendo, mas nada me satisfaz.
Essa busca me consome, tal fome me cega.
Me sinto invisível, poesia morta.
O bem e o mal, feito contraponto.
Anjo e demônio, mascarada.
Eu sei... Ah! Como eu sei.
Penso ver você!
Argh! Por toda parte.
Argh! Todo tempo.
Eterno, voraz, pleno.
Sensações sem fim...
Fim! Próximo?!?!
Talvez!
O meu, eis aqui!
Cansei!
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